“Arte mexicana vive sem o apoio do governo”, diz Ernesto Ríos

Obra do pintor Ernesto Ríos (Imagem: Divulgação)

Um dos nomes mais importantes das artes plásticas no México, o pintor, escritor e músico, Ernesto Ríos, resolveu se manifestar internacionalmente contra o descaso dos governantes mexicanos com a cultura e a arte de seu país.

Segundo o artista, muitos murais e obras de arte de cunho público, foram esquecidas pelos políticos e sofrem com a falta de manutenção. Ernesto Ríos é criador do maior mural do mundo em sua categoria, mas sempre atuou em conjunto com outros colegas, como agora, quando pede a atenção do mundo para os cuidados com murais e monumentos públicos no México.

Ernesto Ríos

“O governador de Sinaloa, Quirino Ordaz Copple não apoia a arte”, disse Ríos se referindo ao seu estado, um dos mais importantes do México. Ele disse que todo o país vive o drama de ter suas obras de arte esquecidas, sem manutenção por parte dos órgãos públicos.

Para ele, o governo mexicano precisa dar mais atenção às artes no país ajudando a respeitar e preservar a história de seu povo. “O governo pensa apenas em cuidar do turismo, mas esquece de que o turista gosta de arte também. É preciso dar mais atenção aos murais e os diversos monumentos artísticos no México, que recebe de braços abertos pessoas de todo o mundo”, explicou.

Descaso em outros países

Obra do pintor mexicano Ernesto Ríos

Ernesto Ríos tem suas obras expostas em vários países, como na Colômbia, por exemplo, onde seu mural “Neiva 400 anos” estava abandonado, mas agora está em boas condições após reclamações à imprensa por parte do advogado e artista colombiano Cesar Augusto Rincon Gonzalez. “O mural estava sendo danificado no Centro de Convenções, mas oi transferido e instalado pela secretaria de cultura Municipal ao Parque da Música daquela cidade”, disse.

A obra pública “Neiva 400 anos” foi doada em 2012, durante as comemorações do IV Centenário de Neiva, por iniciativa de Cesar Augusto Rincon Gonzalez, e patrocinada pela Cooperativa Financeira Juriscop.