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‘Topíssima’ mostra que RecordTV não desaprendeu a fazer novelas contemporâneas

Parece ter quase uma década que a RecordTV vem produzindo adaptações bíblicas, mas há apenas quatro anos ela se dedica a esse tipo de produção. Desde “Os Dez Mandamentos”, um literal divisor de águas em sua história, em 2015, a emissora vem se especializando num nicho até então inexplorado, conhecido como “novelas bíblicas”. Não se pode negar a expertise conquistada pela RecordTV ao longo desses anos, o que pode ser visto em superproduções como “Jesus” e “Jezabel”, no ar atualmente, mas também não se pode negar o natural esgotamento do gênero. 


Por esse motivo, a estreia de Topíssima na última terça-feira (21) chegou acompanhada de muita expectativa de um público carente de novelas contemporâneas na emissora. Além da expectativa pela volta de histórias contemporâneas não bíblicas, uma vez que “Apocalipse” também foi atual, está a espera pelo retorno de uma das melhores autoras da emissora: Cristianne Fridman, dona de sucessos como “Chamas da Vida” e “Vidas em Jogo”, marcos na teledramaturgia da RecordTV. 
Reprodução / RecordTV
Trazendo uma história solar com o Rio de Janeiro como plano de fundo, Topíssima nos apresenta o delicioso clichê da história de amor entre dois mundos diferentes, o de Sophia (Camila Rodrigues), empresária e herdeira do império das escolas e Universidades Alencar, e Antônio (Felipe Cunha), taxista batalhador que ajuda no restaurante da família e ainda tem tempo de assumir as funções de líder comunitário no Vidigal, onde mora. Somando a essa história de amor, que a princípio caracteriza-se apenas por uma implicância mútua e divertida entre os protagonistas, está uma trama recheada de ação e suspense, desde a primeira cena com um spoiler envolvendo o futuro de Lara (Cristiana Oliveira), mas sobretudo com a popularização do “Veludo Azul”, nova droga que tem feito cada vez mais vítimas na região, incluindo mortes no restaurante da família de Antônio e numa das universidades da família de Sophia. 
O fato da incidência da droga esbarrar na vida dos protagonistas e, inevitavelmente, torna-los suspeitos nessa investigação, é uma boa jogada dramatúrgica colocada pela autora, tanto para a união do casal em prol da provação de sua inocência quanto para aumentar a torcida e empatia do público pelos mocinhos contra as armações de Pedro (Felipe Cardoso), policial corrupto que trabalha com Taylor (Emílio Orciollo Netto), químico que produz a droga, e Paulo Roberto (Floriano Peixoto), reitor da Universidade Alencar e tio de Sophia, cabeça do trio que comanda o tráfico da droga. 
Em apenas três capítulos, o quarto vai ao ar hoje às 19h50, Topíssima apresenta o mesmo fôlego que a RecordTV apresentava em suas tramas contemporâneas, mas ainda mais disposta em flertar com tramas policiais e debates pertinentes na sociedade.

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