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Um mês sem a Super Rádio Tupi. O que faria Chateaubriand?

Algumas vezes mexo na sintonia do meu rádio e como que por impulso paro na frequência de 1280 Khz do AM ou no link da Super Rádio Tupi no meu aplicativo de rádios ao vivo. Cada vez que faço isso tenho a esperança de ser surpreendido ouvindo as crônicas da “Madrugada Viva” do Fernando Sérgio ou quando mais cedo, o “Giro Esportivo”, que na minha modesta opinião é (ou era) o melhor programa de esportes do rádio carioca. Às vezes mais cedo eu fico imaginando que vou ser agraciado ouvindo o brilhante Haroldo (Haroldinho) de Andrade, ou quando tomo um café no fim da tarde bate o desejo de ouvir o “Apolinho” Washington Rodrigues.
Eu não sou o único ouvinte a viver esse “drama”. Até mesmo como comunicador de rádio, eu sempre fui inspirado por alguns nomes da Super Tupi, mas eu nesse momento estou no papel de um ouvinte apaixonado pela melhor rádio do Brasil. Hoje, dia 30 de janeiro de 2017, quando escrevo essas palavras, completa-se exatamente um mês da greve dos funcionários da Tupi, que teve início no dia 30 de dezembro de 2016 e sem tempo para terminar, a não ser que os diretores do grupo “Diários Associados” encontrem meios ou vontade de pagar os mais de cinco meses de salários em atraso e outras pendências trabalhistas. Além dos ouvintes, quem sofre – e sofre mais ainda – são os funcionários que passam por dificuldades porque apesar de dedicarem sua vida para a empresa que é carinhosamente chamada de “Família Tupi”, vivem uma crise financeira e a agonia torna-se maior porque ninguém aponta soluções, apenas boatos de que fulano ou sicrano comprou, arrendou ou que a situação será solucionada. Infelizmente nada de concreto e enquanto isso bradamos “Volta Tupi!”.

Se vivo estivesse, o que faria Assis Chateaubriand, o fundador dos Diários Associados que manteve entre outras empresas a TV Tupi até sua falência no começo dos anos 80 e pela mesma situação da rádio hoje. O lendário magnata das comunicações que tem um pouco da sua história retratada no filme “Chatô, o Rei do Brasil” de Guilherme Fontes, também foi o criador da revista “O Cruzeiro”, a “Veja” da época e o “Jornal do Commércio”.  Todas essas já não existem mais (infelizmente) e a torcida é para que a Super Rádio Tupi não tenha o mesmo destino. Mas se aqui estivesse diante de toda essa situação, o que faria Chateaubriand? 
Gente Famosa

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